Paulo Cayres é reeleito presidente da CNM/CUT. Diretora do STIMMMESL também integra a direção

Diretora do Sindicato, Simone Peixoto é conduzida a direção da Confederação

Os delegados e delegadas do 10º Congresso Nacional dos Metalúrgicos da CUT elegeram na noite desta quarta-feira (22) a nova direção da Confederação para o mandato 2019-2023. O metalúrgico e vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Paulo Cayres, foi reconduzido à presidência da entidade.

Em sua intervenção logo após eleição, Cayres destacou o desafio de assumir o comando da entidade em uma conjuntura de ataques ao movimento sindical. “Todos os eleitos terão que ser resistentes a este governo que retira direitos trabalhistas e sociais”, afirmou. “E a defesa da pauta Lula livre não é apenas sobre a liberdade de um homem, é sobre um projeto de nação que defende uma sociedade igualitária e justa para todos”, completou.

A defesa da chapa única foi feita pelos presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, e pela vice-presidente da CUT Nacional, Carmen Foro, que reafirmaram a importância da categoria metalúrgica e de sua entidade nacional para as lutas dos trabalhadores no país.

“Vamos para as calçadas com banquinhos, bater de porta em porta, falar com trabalhadores nas empresas para explicar os equívocos do processo injusto da prisão de Lula. É hora do olho no olho”, contou.

 

Representação feminina da região

Para a diretora do Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo e Região, Simone Peixoto, compor a direção da CNM/CUT é uma oportunidade de mostrar o trabalho de luta. “Principalmente por ser mulher e defender o direito das metalúrgicas, não só na base do sindicato São Leopoldo,  mas agora também em todo território nacional”, avalia.

Segundo a diretora, os debates acerca da conjuntura que acontecem no evento são fundamentais para agregar no trabalho desenvolvido pelos sindicatos “Aqui vimos que a economia mundial está totalmente direcionada para a direita.  Em todos os países aqui presentes e para termos uma sociedade igualitária e com direitos garantidos temos que eleger governos progressistas como foram o presidente Lula e da Dilma, que investiram na indústria e na criação de postos de trabalho”, declara.

Simone ressalta a importância do Congresso para adquirir instrução e força, o que intensifica a atuação na base. “Vamos mais capacitados lutar pelos direitos dos trabalhadores e levar ao conhecimento deles a importância da campanha Lula Livre!”, conclui.

Mutirão Lula Livre

Antes da posse da posse da nova chapa Roseane Silva, do comitê Nacional Lula Livre, divulgou o mutirão de diálogo que será realizado nos dias 25 e 26 de maio em todo país. A iniciativa na eleição do ano passado, onde as pessoas foram para espaços públicos conversar com eleitores indecisos, e ficou conhecida como Vira Voto, é a inspiração do Mutirão Lula Livre.

Na análise de conjuntura do dia, o futuro do trabalho e do sindicalismo no Brasil foram temas de discussão na mesa da tarde desta quarta-feira (22), durante o 10º Congresso dos Metalúrgicos da CUT. De acordo com o economista Fausto Augusto Junior, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o movimento sindical precisa repensar o futuro do emprego e as novas relações entre capital e trabalho.  “A Indústria 4.0, quarta revolução industrial, modificou o perfil do trabalhador e as formas de trabalho. Ao mesmo tempo em que os trabalhadores precisam ser mais qualificados, o novo modelo exclui e aumenta a precarização do trabalho. A “uberização” aumentou a informalidade, expôs o profissional a um ambiente mais competitivo e mais precário do que o tradicional”, disse.

O economista Adhemar S. Mineiro também participou do debate e fez um panorama sobre a instabilidade no mundo desde a crise de 2008. “A primeira consequência foi na economia mundial que exigiu intervenção dos poderes públicos. Inclusive, posteriormente, virou uma crise acentuada nos cofres dos próprios Estados. Além disso, as questões políticas de reorganização de blocos influentes, como a América Latina, Ásia e África”, afirmou.

“Todas essas instabilidades desaceleraram o comércio em países desenvolvidos e medidas as protecionistas afetaram diretamente as nações em desenvolvimento”, completou Mineiro.

Para completar a discussão a secretária de Relações Internacionais do Partido dos Trabalhadores, Mônica Valente, reafirmou o compromisso com a pauta Lula Livre. “O ex-presidente recolocou o Brasil na rota conquistas de direitos enquanto o restante do mundo viva uma crise financeira mundial com altas taxas de rendimento do capital e ampliação da desigualdade social”, afirmou.

“A luta pela liberdade de Lula significa organização sindical, manifestação por direitos e democracia. Se não Lula não for solto podemos voltar para uma profunda desigualdade social”, concluiu.

 

Fonte: STIMMMESL com assessoria de imprensa da CNM/CUT

 

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