Trabalhadores da Gerdau aprovam negociação de turno fixo sem perda salarial

Os trabalhadores da Gerdau, da planta de Sapucaia do Sul, se reuniram em assembleia no final da tarde desta terça-feira (4), na sub-sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo e Região (STMMMESL). Na ocasião foi aprovado que o Sindicato negocie com a empresa a implantação do turno fixo sem perda salarial.

O presidente do Sindicato, Valmir Lodi conduziu a assembleia e lembrou que a negociação de turnos na Gerdau é antiga. De acordo com ele, em 1989, quando entrou na fábrica houve muita resistência para não implantarem o turno rotativo.  “E hoje, já brigamos muito para não tirarem o turno rotativo”, recordou.

Sobre a atual situação dos trabalhadores da Gerdau, Valmir salientou que com a reforma trabalhista, a situação piorou muito para os trabalhadores. “Já realizamos reuniões com a empresa e o Ministério Público do Trabalho (MPT) para debatermos o acordo dos turnos”, contou ele, enfatizando que nada será decidido sem a aprovação da base. “É preciso que todos entendam que estamos lutando para não perder direitos”, afirmou Valmir.

O assessor jurídico da entidade, Paulo Lauxen explicou para os trabalhadores que o MPT chamou o Sindicato, após a empresa ter sido denunciada por extrapolar a carga horária do acordo de turno que tem com o STIMMMESL. “O MPT garantiu que o acordo de turno vigente é válido até 30 de setembro, porém a empresa não cumpre o acordado e para não pagar multa, pediu para conversar com a gente”.

“Se a empresa fixar turno, reduz automaticamente outros direitos como os adicionais de turno e noturno. É isso que nós precisamos evitar, que haja redução de direitos”, enfatizou o advogado. Várias simulações, com diversos salários, foram apresentadas comprovando as perdas que os trabalhadores terão.

“Serão perdas no salário, nos direitos e na qualidade de vida”, disse o diretor do sindicato, Alexandro Braga que defendeu a unidade e coerência dos trabalhadores para que não percam direitos. “Quem torna a luta de um Sindicato forte são os trabalhadores, e agora todos nós da Gerdau precisamos nos unir e enfrentar esse ataque”.

O secretário geral do Sindicato, Valdemir Pereira lembrou que é importante que os trabalhadores compreendam o que está em jogo e que a empresa tem respaldo da nova legislação. “Eles foram claros na reunião, irão fixar turno e as novas leis possibilita que isso seja feito até de maneira individual. E isso vai gerar perdas”, disse.

O secretário de Comunicação do STIMMMESL, Anderson Macedo Gauer, lembrou inúmeras lutas na Gerdau e das assembleias onde os dirigentes alertavam sobre a reforma trabalhista. “Ou vocês confiam na gente ou não. Muitos não acreditaram no que falávamos anos atrás sobre o desmonte da CLT e o resultado é o que temos hoje.” Ele também citou outras plantas da Gerdau que já fixaram turno. “Todo trabalhador da Gerdau sabe qual é a política da empresa, de arrocho salarial e de direitos”.

Os diretores do Sindicato, Diomar Machado e Gilmar Tuhtenhagen também destacaram a importância da mobilização e unidade de todos, sejam informando os trabalhadores que não estiveram presente, apoiando o Sindicato e pressionando a empresa para que não retire direitos dos trabalhadores.

 

Fonte: STIMMMESL

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