Covid-19 a cada dia mais fora de controle. Pazuello admite ‘possibilidade média’ de chegada de vacinas

Brasil caminha para fechar o mês de março com cerca de 300 mil mortos por covid.
Cronograma de vacinação do governo Bolsonaro ainda é incerto

O Brasil mantém em elevação os números de mortes por covid-19. Com 1.057 novas mortes em 24 horas, o país se aproxima de 280 mil vítimas da pandemia. Já são 279.286 óbitos desde o início do surto, em março de 2020. Estimativas conservadoras dão conta de que, um ano depois, o atual mês de março será o mais letal de todo o histórico do coronavírus no Brasil, devendo chegar aos 300 mil mortes somadas.

Apenas na última semana morreram 12.766 brasileiros, de acordo com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). Foi o período de sete dias mais letal, com folga, confirmando uma tendência anunciada de explosão de mortes, a partir de uma ascensão que vem de novembro. Após uma breve redução nos números de novos casos e mortos registrada, especialmente entre setembro e outubro. A partir de então, medidas de isolamento foram deixadas de lado e o colapso já era anunciado, quando vieram as festas de fim de ano em ampliaram a tragédia.

Colapso

Agora, boa parte das cidades do Brasil vivem colapso de seus sistemas de saúde. A situação é mais grave nos três estados do Sul: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nos três estados há de falta de leitos de UTIs e crescem as filas para atendimento médico.
Também estão em situação grave São Paulo, com falta de leitos em muitas cidades e registros de pessoas morrendo em casa sem atendimento. O estado mais populoso do Brasil também registra a maior tendência de crescimento da covid-19, de acordo com o Ministério da Saúde.

Sobre o contágio, a pandemia segue descontrolada no país desde o fim do ano passado. Enquanto o mundo vê o número de casos e mortes reduzir, o Brasil foi declarado, no dia 9 de março, o país com mais mortes e novos casos por dia de covid-19 do mundo. Também hoje, foram 36.239 novos casos, totalizando 11.519.609 infectados desde março. A semana passada foi a com maior registro de infecções, com mais de 500 mil brasileiros com quadros leves, graves ou médios de covid-19.

Vacinas
Sem a adoção coordenada de ações de combate à covid-19 pelo governo federal, do presidente Jair Bolsonaro, medidas de contenção da covid-19 não obtêm eficácia. Bolsonaro, durante toda a pandemia, incentivou aglomerações, ridicularizou o uso de máscaras, negou veemente o isolamento social e chegou a atacar as vacinas. Em especial, ele atacou abertamente a CoronaVac, vacina desenvolvida em São Paulo, pelo Instituto Butantan, em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

Hoje, a realidade se impôs com violência. A vacinação é vista como a principal saída para o fim da maior tragédia humanitária do Brasil em mais de um século. Porém, o processo de imunização caminha com lentidão e, se não fosse a CoronaVac, o Brasil estaria em uma situação muito pior. De pouco mais de 20 milhões de doses já aplicadas, 16 milhões são do imunizante do Butantan.

Enquanto isso, o ministério da Saúde sofre com ausência de gestão. O atual ministro, general Eduardo Pazuello, é o terceiro nome a ocupar a chefia da pasta, e está com os dias contados. Hoje (15), em entrevista coletiva, ele assumiu sua iminente retirada, além de apresentar um novo cronograma de recebimentos de vacinas, recheado de incertezas.

“A possibilidade de chegada é média. Espero ter sido bem claro e transparente. Cronograma é pra ser alterado quando a farmacêutica não entrega, quando acontece qualquer dificuldade”, disse sobre a vacina da Precisa/Bharat Biontec, cujo acordo com o Brasil é de fornecimento de 8 milhões de doses. Também estão envoltas em incertezas as entregas dos imunizantes da Pfizer (100 milhões de doses) e da Sputnik V (10 milhões de doses), já que o governo Bolsonaro se recusou a acertar contratos no ano passado, quando o mundo agilizou as tratativas para recebimento das vacinas.

Fonte: Rede Brasil Atual (RBA)

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