Prefeituras brasileiros alertam que mais de 1,1 mil cidades podem ficar sem kit intubação

Uma pesquisa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que pelo menos 20% dos municípios brasileiros (1.141) podem sofrer falta de medicamentos essenciais para pacientes com covid-19 que precisam de tratamento intensivo.

A preocupação é referente ao kit intubação, composto por remédios usados por quem precisa ser sedado para procedimentos de suporte avançado à respiração. Dos 2.553 municípios que prestaram informações, mais de 46% estão sob risco.

Ainda de acordo com o estudo da CNM, 625 prefeituras relataram que temem a falta de oxigênio para os contaminados pelo coronavírus que estão internados. O número é levemente menor que o observado na edição anterior da pesquisa, mas mostra que a situação ainda é grave.

Isolamento

O número de municípios que responderam ao levantamento corresponde a 45,9% do total de cidades brasileiras. Dessas 37,1%  disseram que suspenderam totalmente as atividades não essenciais no período da pesquisa (29 e 31 de março).

Em 88% das cidades houve restrições para a circulação de pessoas aos finais de semana e 82,2% adotaram o toque de recolher no período noturno. Feriados foram adiantados por 15,3% das prefeituras. As aulas seguiram paralisadas em 89,4% dos municípios.

Acesse a pesquisa completa no site do Observatório da Covid-19 nos Municípios do Brasil.

Apoio de fora

Na manhã deste sábado, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), entidade vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), afirmou que ajudará o Brasil na compra de medicamentos do kit intubação.

O anúncio foi em uma coletiva de imprensa realizada em Brasília (DF), que contou com a participação da diretora da Opas no Brasil, Socorro Gross, e o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Por videoconferência, participou também o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom.

Segundo Gross, a Opas já possui a oferta imediata de oito dos mais de 20 medicamentos utilizados em casos de intubação. A expectativa é que os ítens estejam disponíveis em até 2 semanas. O ministro Queiroga estimou em 10 dias a chegada dos primeiros medicamentos.

Fonte: Nara Lacerda, do Brasil de Fato

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