Novo governo acolhe pautas do movimento sindical, destaca presidente da CNM/CUT

Desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tomou posse ele e seus ministros e suas ministras têm recebido a sociedade civil organizada e representantes dos sindicatos de todo país. Lula, junto com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, receberam as lideranças sindicais da CUT e das demais centrais no Palácio do Planalto para falar sobre a pauta da classe trabalhadora. O presidente da CNM/CUT, Paulo Cayres, o Paulão, elogiou a iniciativa e destacou o acolhimento que o novo governo teve com as pautas do movimento sindical.

“Foi uma semana bastante produtiva em Brasília e por onde passei pude conversar um pouco sobre os rumos do nosso país e expressar a alegria de ter o presidente Lula de volta. A gente falou do restabelecimento dos direitos da classe trabalhadora e fomos ouvidos, diferente do que foi nos últimos quatro anos. A pauta do movimento sindical voltou a ter importância para o país”, destaca Paulão.

Quase 600 sindicalistas e dirigentes de 10 centrais sindicais estiveram no encontro. As centrais pedem, além da volta da política de valorização do salário mínimo, a regulamentação do trabalho por aplicativos, a negociação coletiva e outras formas de financiamento dos sindicatos, além de outras demandas, entre as quais:

Fortalecimento do Ministério do Trabalho e Emprego

Negociação coletiva para regulação das relações de trabalho

Atualização da estrutura sindical

Regulamentação das leis trabalhistas, previdenciárias e sindicais

Políticas para trabalhadores em aplicativos/plataformas

Retomada da política de valorização do salário mínimo

Direito de negociação coletiva do setor público

Igualdade entre homens/mulheres, brancos/pretos

Reforma tributária “solidária”

Gestão paritária do Sistema S

Fortalecimento da agricultura familiar

Plano de formação e qualificação profissional

 

Paulo Cayres

“O presidente Lula deu um recado para os sindicalistas: nós temos que cobrá-lo. Se o governo não estiver andando na direção do quer a classe trabalhadora, nós temos que ir pra cima e cobrar”, disse Paulão, relembrando um dos pontos mais fortes do discurso do presidente da República. “Fazer a luta em defesa da classe trabalhadora é a nossa missão, não importa o governo de plantão, e é isso que nós temos que fazer”, complementa o dirigente.

Lugar de fala

Em reunião com o ministro Luiz Marinho, segundo Paulão, ele afirmou que o valor do salário mínimo será de R$ 1.302 até maio. Segundo Marinho, esse é o prazo necessário para que governo e centrais sindicais cheguem a um acordo sobre as formas de valorizar o mínimo.

O ex-presidente da CUT e do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Marinho foi indicado para o cargo em carta conjunta escrita em dezembro do ano passado pela CUT e mais cinco centrais.

O presidente da CNM/CUT comemora a oportunidade de ter novamente um trabalhador à frente do ministério e reforça a importância da experiência de Marinho como integrante do movimento sindical. “Ele tem lugar de fala, conhece os trabalhadores, participou de negociações, então ele não fala com achismo. Ele tem certeza do que faz e sabe das necessidades da classe trabalhadora, é alguém do diálogo”, afirma Paulão.

Semana cheia em Brasília

Além de conversar com Lula e com Marinho, Paulão conta que se encontrou com o ministro da Casa Civil, Rui Costa, com o ministro Márcio Macedo , da secretaria-geral da Presidência, com o ministro da Indústria e Comércio, Geraldo alckmin, e com o secretário de comunicação, Paulo Pimenta.

Divulgação

O meu papel nestes encontros foi debater a questão da Indústria e deixar claro que a nossa categoria tem um papel importante na reconstrução do país. Falamos sobre a importância dos direitos dos trabalhadores, mas também ressaltamos que este diálogo precisa ser constante entre os movimentos sociais e a presidência da república ,para que possamos construir saídas para a classe trabalhadora de forma negociada. E falamos da importância em estabelecer uma parceria na produção de conteúdo para que possamos saber e informar com a devida qualidade as ações comuns entre governo e trabalhadores e trabalhadoras”, disse Paulão.

Para Alckmin, segundo o dirigente, foi apresentado a proposta dos trabalhadores da indústria para o fortalecimento do setor no país, materializada no documento Indústria 10+, “no qual pontuamos, que esta reindustrialização tem que vir acompanhada de empregos decentes, que ofereça dignidade aos trabalhadores e trabalhadoras. Foi uma reunião muito positiva pela forma como fomos recebidos e pelo compromisso assumido pelo vice-presidente e ministro da indústria e comércio”.

O presidente da CNM/CUT também fez um convite ao vice-presidente. “Solicitamos a presença do ministro para participar da Conferência de Política Industrial, que antecede o 11º Congresso dos Metalúrgicos e das Metalúrgicas da CUT, em maio, para falar sobre os principais programas do governo para a Indústria. A participação do ministro será muito importante para construirmos nosso plano de lutas para o próximo período”, finalizou Paulão.

 

Fonte: CNM/CUT

Foto: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

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