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Isenção do Imposto de Renda já vale no salário, mas não dispensa declaração em 2026

A reforma do Imposto de Renda, sancionada em novembro e em vigor desde o início do ano já começa a produzir efeitos diretos no bolso de milhões de trabalhadores. A principal mudança é o aumento da faixa de isenção, que passa a beneficiar cerca de 15 milhões de brasileiros com renda mensal de até R$ 5 mil. Na prática, quem se enquadra na nova isenção ou no desconto parcial deixa de sofrer a retenção integral do IR na fonte sobre o salário de janeiro, pago no fim do mês ou no início de fevereiro.

É importante, no entanto, evitar confusão: a nova regra vale apenas para o desconto em folha de pagamento a partir de 2026, mas não elimina a obrigação de declarar o Imposto de Renda neste ano. A declaração a ser entregue em 2026 refere-se ao ano-base 2025, período em que as regras antigas ainda estavam em vigor. Ou seja, mesmo quem já está isento do desconto mensal precisará prestar contas à Receita Federal normalmente.

Segundo o governo, a ampliação da isenção será compensada com o aumento da tributação sobre rendas mais altas. Contribuintes que ganham a partir de R$ 50 mil por mês passarão a pagar mais imposto, assim como parte das pessoas que recebem dividendos — lucros distribuídos por empresas a seus acionistas. Ao todo, cerca de 141 mil brasileiros terão aumento na carga tributária.

No caso da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física, nenhuma mudança ocorre agora. As novas regras só serão totalmente incorporadas à declaração em 2027, quando o ano-base será 2026. Até lá, a atenção deve ser redobrada: isenção no contracheque não significa dispensa da declaração.

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Fonte: CNM/CUT

Foto: Reprodução

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