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Em assembleia, trabalhadores da Gedore recusam proposta patronal

Os trabalhadores e trabalhadoras da Gedore realizaram assembleia na manhã desta sexta-feira (09) e conheceram a proposta da patronal. Mais uma vez, os metalúrgicos disseram não à proposta dos patrões.

 

O STIMMMESL reivindica um reajuste de 9,49%, o que corresponde ao Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) acumulado no período. A patronal propôs pagar abonos (que não incidem nos demais direitos como 13º salário e férias), sem reajuste salarial. Além de defenderem a implantação do banco de horas individual, o fim do quinquênio e limitar o reajuste aos trabalhadores que tenham um salário de até R$ 2.500.

 

O diretor do Sindicato e metalúrgico da Gedore, Ailson Nascimento relatou como anda a campanha salarial, pois ele também integra mesa de negociação. “Os patrões inventaram uma crise e afirmam que não tem dinheiro, querem tirar direito pois acham que assim é maneira de aumentar o lucro. Não vamos deixar retirar nossos direitos”, falou ele.

 

Ailson também destacou a fala do Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, ontem, de que a jornada de trabalho deve ser de 12 horas diárias. “Isso faz parte do ataque aos trabalhadores que está por trás do golpe.”

 

O presidente da Federação dos Metalúrgicos do RS, Jairo Carneiro, recordou as inúmeras lutas pelos direitos que os trabalhadores da Gedore já foram protagonistas. “O que está em jogo aqui não é só o reajuste salarial, mas todos os nossos direitos que foram garantidos com muita luta e unidade dos trabalhadores. Tem mais de 50 projetos no Congresso que prejudicam a classe trabalhadora”, contou.

 

Fábio Britto, também dirigente e trabalhador da Gedore também alertou os colegas sobre os ataques que virão junto com o golpe. “A aposentadoria é mais um exemplo de como os trabalhadores serão prejudicados, teremos que trabalhar, homens e mulheres, até os 65 anos, como vamos aguentar?”, indagou ele.

 

Por fim, o presidente do STIMMMESL, Valmir Lodi, contou que a Gedore participa da mesa de negociação e afirmou que a proposta da patronal “não serve para a gente. Eles precisam nos respeitar.” Lodi ressaltou também as assembleia em outras fábricas e a mobilização dos metalúrgicos: “Ninguém está aceitando essa proposta absurda, ninguém vai nos retirar direitos”, finalizou.

 

Fonte: STIMMMESL

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