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Assembleia na Taurus fortalece campanha salarial e mostra a força da categoria que exige reajuste

“Além de não dar reajuste para os seus trabalhadores, a Taurus está trancando a campanha salarial de uma categoria inteira”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de São Leopoldo e Região (STIMMMESL), Genilso Vargas da Rosa durante a assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (6), com as trabalhadoras e trabalhadores em frente à Taurus, em São Leopoldo.

 

Com a data-base em 1º de julho, as negociações com a entidade patronal não avançam, pois, a Taurus se nega a dar reajuste aos seus trabalhadores. Assim como em 2025, a justificativa apresentada pela empresa é a taxação sobre produtos brasileiros, do presidente estadunidense, Donald Trump.

“Ano passado, entendemos a taxação e fizemos um acordo para garantir os empregos porque a Taurus foi para a mídia falar que iria fechar. Agora, este ano, é vergonhoso a empresa não querer dar reajuste para seus trabalhadores, alegar que não tem dinheiro, pois isso significa que não valoriza os seus trabalhadores”, afirmou o dirigente.

 

 

Os trabalhadores reivindicam um reajuste de 6,33%. O percentual é composto pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do período, de 4,33%, acrescido de 2% de aumento real. A pauta de reivindicações foi definida e aprovada em assembleia geral no dia 25 de junho. Uma nova reunião de negociação com a patronal está agendada para amanhã (7).

 

 

Representantes de sindicatos de metalúrgicos da região, com data-base anterior a do STIMMMESL, como Porto Alegre, Cachoeirinha, Canoas e Nova Santa Rita também participaram da assembleia, manifestando apoio aos trabalhadores. Nessas bases, a campanha salarial já foi encerrada e os trabalhadores conquistaram a inflação e ganho real.

 

“É inaceitável uma empresa do tamanho da Taurus falar que não vai conseguir repor a inflação. Isso que inflação não se discute, são perdas que precisam ser incorporadas ao salário. É muito desrespeito com os trabalhadores, que são o maior patrimônio da empresa”, declarou o secretário-geral da Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do RS (FTM-RS), Flávio Fontana de Souza.

O presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM-CUT), Loricardo de Oliveira, contou que ano passado, por conta da taxação, as entidades foram a Brasília defender a empresa. “Entendemos a importância da Taurus. Mas eles não entendem a importância dos trabalhadores. Isso não dá. Defendemos a indústria, o emprego, mas não vamos aceitar esse tratamento que a Taurus dá para seus trabalhadores.”

 

 

Loricardo também lembrou a luta pela redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução de salário e o fim da escala 6×1. “Precisamos pressionar os senadores. Pois defendemos a redução da jornada há anos, é uma pauta histórica da classe trabalhadora. E nós vamos vencer, garantir essa conquista. Assim como vamos conseguir um reajuste digno para os metalúrgicos de São Leopoldo e região”, declarou.

 

 

Durante a assembleia, os diretores que são trabalhadores da Taurus também abordaram os problemas enfrentados na empresa, como banco de horas, goteiras, complicações no refeitório e casos de assédio. Ainda durante a atividade, os dirigentes foram vítimas da violência injustificável da Brigada Militar. Após, o STIMMMESL deu seguimento à assembleia que terminou por volta das 8h de maneira pacífica e com o apoio dos trabalhadores.

 

 

Fonte: STIMMMESL
Fotos: Laura Mayer e Divulgação STIMMMESL

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