Setores de extração e de veículos puxam para baixo atividade industrial

A produção industrial brasileira caiu 6,6% em 2016, com "perfil disseminado de taxas negativas", de acordo com o IBGE, que divulgou os resultados na manhã de ontem (1º). Foi a terceira queda seguida – em 2015, o setor caiu 8,3% e em 2014, 3%. Algumas das principais influências negativas vieram do setor extrativo, de derivados do petróleo e de veículos automotores.

 

Segundo o instituto, no ano passado as quatro categorias econômicas pesquisadas, 23 dos 26 ramos, 63 dos 79 grupos e 72,8% dos produtos tiveram queda na produção.  Entre as atividades, destaque para indústrias extrativas (-9,4%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-8,5%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-11,4%). O IBGE também cita máquinas e equipamentos (-11,8%), produtos de minerais não-metálicos (-10,9%), outros equipamentos de transporte (-21,7%) e metalurgia (-6,6%).

 

Das atividades que tiveram alta na produção em 2016, estão produtos alimentícios (0,6%) e celulose, papel e produtos de papel (2,5%).

 

A categoria de bens de consumo duráveis caiu 14,7% e a de bens de capital recuou 11,1%, "pressionadas, especialmente, pela redução na fabricação de automóveis (-12,8%) e de eletrodomésticos (-16,3%), na primeira; e de bens de capital para equipamentos de transporte (-12,6%) e para fins industriais (-11,4%), na segunda".

 

Dezembro

De novembro para dezembro, a produção industrial cresceu 2,3%, na segunda taxa positiva seguida. Na comparação com dezembro de 2015, a atividade variou -0,1%, 34ª taxa negativa consecutiva, embora menos intensa. O resultado anual vem mostrando diminuição do ritmo de queda.

 

Ainda no mês, houve crescimento em três das quatro categorias e 16 dos 24 ramos. O destaque foi veículos automotores, com alta de 10,8%, no melhor resultado desde junho.

 

Em dezembro na comparação com igual mês do ano anterior, o IBGE apurou resultados negativos em duas das quatro categorias, 12 dos 26 ramos, 37 dos 79 grupos e 45% dos 805 produtos. A maior influência negativa veio da atividade de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-14,1%). Entre as atividades em alta, estão veículos automotores, reboques e carrocerias (19,8%) e indústrias extrativas (7%). "Vale destacar também os resultados positivos vindos de máquinas e equipamentos (12,6%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (23,4%) e de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (29,1%)", acrescenta o instituto.

 

Fonte: Rede Brasil Atual

 

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