Mundo tem 1 milhão de mortes por Covid e Brasil, 2º país mais afetado, tem 141 mil

O número de vítimas fatais no mundo da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, deve bater a marca de 1 milhão nesta segunda-feira (28). De acordo com a universidade John Hopkins, já são até o momento 998.372 mortes e 32 milhões de casos confirmados da doença.

Às 8h da manhã desta segunda-feira (28), o Brasil tinha registrado 141.783 vidas perdidas desde o início da pandemia, em março, e 4.732.568 casos confirmados, segundo o consórdio de imprensa que atualiza os dados mais rapidamente com base nos registros das secretarias estaduais de Saúde.

O país está atrás apenas dos Estados Unidos em número de mortes. Nos Eua já morreram 204.724 pessoas vítimas da Covid-19. O terceiro país com mais mortes contabilizadas é a Índia, com 94.503.]

Até as 20h30 de domingo (27), o balanço indicava 141.776 mortes, 335 em 24 horas. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 697 óbitos, uma variação de -5% em relação aos dados registrados em 14 dias. O total de casos confirmados no mesmo perído foi de 13.800 e a média móvel foi de 26.808 por dia, uma variação de -7% em relação a 14 dias.

Mais aglomerações no fim de semana

Neste domingo (27), dia ensolarado em várias regiões do país, o Brasil registrou mais aglomerações em praias, pares e parques. Isso no momento em que os casos de coronavírus vêm aumentando em cidades como o Rio de Janeiro, São Paulo e Manaus.

Nas praias cariocas, houve uma grande movimentação de banhistas que desrespeitaram as medidas de restrição impostas pela prefeitura e pelo governo estadual, como distanciamento social e isso de máscaras. Com os termômetros registrando 33 graus, aglomerações eram registradas nas praias de Copacabana e de Ipanema, na orla, calçadões, e muita gente também circulou sem máscara.

Conforme os dados divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, há aumento pelo 10º dia seguido na média móvel de mortes, o que aponta para uma tendência de crescimento no contágio da doença. Ao todo, são 18.247 óbitos e 259.670 casos confirmados no estado.

Em São Paulo, a movimentação no dia sol foi na Rua Peixoto Gomide, região da Bela Vista, e na Avenida Paulista. Além de não respeitarem o isolamento social, muitos estavam sem máscaras de proteção contra o coronavírus. Neste domingo (27), o estado registrou média móvel diária de 165 mortes por coronavírus. A pandemia continua em estabilidade, segundo critério de especialistas. São Paulo bateu a marca triste de 35 mil mortes pela Covid-19 no sábado (26).

Manaus vive segunda onda de Covid, diz Fiocruz

Manaus vive uma segunda onda de casos da Covid-19, de acordo com pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que propõe a adoção de lockdown (confinamento obrigatório com penallidade para quem desrespeitar) para conter a circulação do vírus.

De acordo com o governo estadual, o estado confirma tendência de aumento de casos de Covid-19 nas últimas semanas devido, principalmente, a aglomerações e a realização de festas clandestinas.

O Amazonas confirmou 7 novas mortes por dia na última semana – uma variação de 6% em relação à média dos 14 dias anteriores. Com o aumento de novos casos, o governo voltou a decretar o fechamento de bares e balneários, que haviam sido autorizados a reabrir em julho, reduziu o horário de funcionamento de restaurantes e lojas de conveniência, até as 22h. As restrições valem por 30 dias.

Manaus tem 49.237 pessoas infectadas e 2.487 mortes pelo novo coronavírus desde o início da pandemia e começou a flexibilizar o isolamento social em junho, quando houve uma redução dos casos. A capital foi a primeira a registrar colapso no sistema de saúde e funerário, entre abril e maio.

Estados

Seis estados apresentam alta de mortes: Minas Gerais, Rio de Janeiro, Amazonas, Amapá, Roraima e Bahia.

O RJ vem apresentando alta há 10 dias consecutivos, com médias que variam entre 81 e 103 mortes diárias.

Minas Gerais tem apresentado uma sequência maior de dias em estabilidade, mas já é o segundo dia consecutivo em alta, e a média passou de 62 para 73 mortes diárias no intervalo de 14 dias.

Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente, estão 11 estados: Paraná, Santa Catarina, Espirito Santo, São Paulo, Goiás, Tocantins, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte.

Nove estados mais o DF estão em queda: Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Acre, Pará, Rondônia, Alagoas, Ceará e Sergipe.

 

 

Fonte: CUT Nacional

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