Voto impresso pode ir a plenário na Câmara no mesmo dia de ‘tanqueciata’ palaciana

Marinha desfila com tanques em Brasília nesta terça. 
Senado vota PEC 135 e revogação completa da Lei de Segurança Nacional

Enquanto o plenário da Câmara dos Deputados se prepara para votar a chamada PEC do voto impresso, o governo antecipou para esta terça-feira (10) uma operação de treinamento militar em Brasília, com desfile de tanques na capital. Imediatamente, a medida foi interpretada como tentativa de intimidação ao parlamento. O presidente da República vem atacando ministros e fazendo ameaças em caso de rejeição da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 135.

O substitutivo ao projeto foi derrotado na semana passada por 23 a 11, em comissão especial, mas o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), decidiu levar a PEC ao plenário assim mesmo. Segundo ele, é uma tentativa de “pacificar” a questão do voto impresso. Nesta segunda-feira (9), Lira afirmou que o resultado da votação será respeitado, seja qual for. Ele disse, inclusive, ter recebido essa garantia do próprio presidente da República.

 Projeções feitas até agora, de ambos os lados, indicam ampla rejeição à PEC 135. Por isso, parlamentares governistas tentam ganhar tempo e adiar a votação. Enquanto isso, o presidente segue estimulando seus seguidores com declarações agressivas.

Na manhã de hoje, Lira afirmou em entrevista ao Jornal da CBN que existem pautas mais importantes. “As instituições precisam serenar, precisam saber que é necessário um autocontrole”, declarou, defendendo a votação no plenário da Casa. “É a decisão mais acertada, e Bolsonaro me garantiu que respeitaria o resultado do plenário. Eu confio na palavra do presidente da República ao presidente da Câmara.”

Também nesta terça, o plenário do Senado tem na pauta o Projeto de Lei 2.108, que revoga a Lei de Segurança Nacional (LSN) e acrescenta ao Código Penal um tópico sobre crimes contra o Estado democrático de direito. Um substitutivo foi aprovado em maio na Câmara, tendo como texto-base o PL 6.764, elaborado por juristas, e a deputado Margarete Coelho (PP-PI) como relatora.

PL que revoga  Lei de Segurança Nacional

Enquanto o plenário da Câmara dos Deputados se prepara para votar a chamada PEC do voto impresso, o governo antecipou para esta terça-feira (10) uma operação de treinamento militar em Brasília, com desfile de tanques na capital. Imediatamente, a medida foi interpretada como tentativa de intimidação ao parlamento. O presidente da República vem atacando ministros e fazendo ameaças em caso de rejeição da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 135.

O substitutivo ao projeto foi derrotado na semana passada por 23 a 11, em comissão especial, mas o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), decidiu levar a PEC ao plenário assim mesmo. Segundo ele, é uma tentativa de “pacificar” a questão do voto impresso. Nesta segunda-feira (9), Lira afirmou que o resultado da votação será respeitado, seja qual for. Ele disse, inclusive, ter recebido essa garantia do próprio presidente da República.

 Projeções feitas até agora, de ambos os lados, indicam ampla rejeição à PEC 135. Por isso, parlamentares governistas tentam ganhar tempo e adiar a votação. Enquanto isso, o presidente segue estimulando seus seguidores com declarações agressivas.

Na manhã de hoje, Lira afirmou em entrevista ao Jornal da CBN que existem pautas mais importantes. “As instituições precisam serenar, precisam saber que é necessário um autocontrole”, declarou, defendendo a votação no plenário da Casa. “É a decisão mais acertada, e Bolsonaro me garantiu que respeitaria o resultado do plenário. Eu confio na palavra do presidente da República ao presidente da Câmara.”

Também nesta terça, o plenário do Senado tem na pauta o Projeto de Lei 2.108, que revoga a Lei de Segurança Nacional (LSN) e acrescenta ao Código Penal um tópico sobre crimes contra o Estado democrático de direito. Um substitutivo foi aprovado em maio na Câmara, tendo como texto-base o PL 6.764, elaborado por juristas, e a deputado Margarete Coelho (PP-PI) como relatora.
Fonte: CUT Brasil

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