“O Sindicato é a voz, a força dos trabalhadores”, afirma o diretor do STIMMMESL, Nilton Palhano

Nilton Palhano tem 50 anos, é casado, pai de dois filhos, morador de São Leopoldo e metalúrgico da Gedore desde 1997. Ingressou na direção do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de São Leopoldo e Região em 2018 e confessa que quando iniciou na metalurgia, “nem dava muita importância para o Sindicato”.

Hoje, no final de seu primeiro mandato, Palhano defende que o movimento sindical é a voz dos trabalhadores e dá força para a categoria. “Tem muito supervisor que não dá força para os trabalhadores e eles indo até o Sindicato, encontram essa força, essa segurança”, defende. Nesta entrevista de sexta-feira (25), ele fala também sobre a PLR, os desafios do movimento sindical e da sua experiência como dirigente sindical.

Confira a íntegra da entrevista:

Conte um pouco da sua história. Como entrou no movimento sindical?

Comecei na metalurgia em 1997 e nem tinha dava muita importância para o Sindicato. Mas aí tu vai convivendo com os trabalhadores, com os colegas, via o Sindicato ir lá na empresa. Eu demorei pra chegar à conclusão que tinha que apoiar o Sindicato para nós termos uma luta mais justa, com os colegas e a classe metalúrgica unida.

Você está no final do seu primeiro mandato, como está sendo essa experiência pra ti?

Está sendo uma experiência gratificante. Mesmo com a pandemia, pois não podemos ir muito à luta nas portas de fábricas, mas, mesmo assim, fizemos bastante coisas, muito trabalho e luta para o trabalhador, o que foi muito bom. O trabalhador está sempre com a gente e nós dando força para os trabalhadores, que precisa e é necessário, ainda mais do jeito que está o nosso Brasil hoje, a economia.

Você trabalha numa empresa que tem PLR. Qual a importância do Programa para os trabalhadores?

A PLR é um incentivo para o trabalhador, que todo o ano tem esse incentivo para melhoria no trabalho, melhoria de vida do próprio trabalhador que conta com uma renda extra.

Você acha que falta consciência de classe para os trabalhadores?

Falta. Mas também falta incentivo do movimento sindical. Se tivesse mais incentivo, talvez o trabalhador desse uma resposta.

Na tua opinião, qual a importância dos sindicatos na vida dos trabalhadores?

O Sindicato é a voz, a força dos trabalhadores. Dá segurança para o trabalhador, pois ele acaba tento uma ferramenta de luta. Tem muito supervisor que não dá força para os trabalhadores e eles indo até o Sindicato, encontram essa força, essa segurança.

Qual a tua avaliação dos ataques que a classe trabalhadora tem sofrido desde o golpe de 2016. Como as reformas trabalhistas e da previdência?

A classe trabalhadora, até 2016, não estava acreditando que ia acontecer tudo isso. E depois de 2016 sentiu, perdeu muitos direitos e vão perder mais se as coisas não mudarem. Então, acho que esse é o maior desafio que nós temos: dar apoio para os trabalhadores.

O movimento sindical, como um todo, está muito desacreditado. Como reverter isso?

Olha, quando eu entrei para o Sindicato e após 2016, com a troca de governo, a gente ia nas fábricas e os trabalhadores nem davam atenção para o Sindicato, viravam as costas e hoje, não. Acho que já estamos num patamar melhor, hoje o trabalhar está indo atrás do Sindicato, buscando seus direitos, estamos tendo algum tipo de apoio.

Na tua opinião, qual o principal desafio do movimento sindical no próximo período?

Acho que temos que buscar mais a juventude. Trazer mais cursos para eles, dar uma ideia nova para o Sindicato.

E da indústria? Como gerar empregos?

Na indústria tem que ter mais participação do governo e incentivos, isenção de impostos. Hoje é muito difícil manter uma empresa.

Como atrair mais sócios para o sindicato?

A gente atrai mais sócios mostrando serviço para os trabalhadores. Precisamos ir atrás, divulgar os benefícios e as lutas do Sindicato.

Fonte: STIMMMESL

Imagens: Israel Bento Gonçalves

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