“A força de um sindicato é feita pela união”, defende o diretor do STIMMMESL, Carlos Eduardo Saraiva Souza

Com 38 anos, o metalúrgico Carlos Eduardo Saraiva Souza trabalha na Taurus há 16 e está iniciando seu primeiro mandato como diretor do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de São Leopoldo e Região (STIMMMESL). “Vejo as batalhas feitas pelo Sindicato assim como vejo muita coisa que acontece no chão de fábrica”, conta ele.

Natural de Alegrete, hoje vive em Alvorada, é pai de quatro filhos e afirma que sempre preza pela igualdade. “Temos que lutar por igualdade o tempo todo”, defende Carlos Eduardo. Nesta entrevista de sexta-feira (12), ele fala porquê se interessou pelo movimento sindical, de suas expectativas e dos desafios do sindicalismo.

Confira a íntegra da entrevista:

Conte um pouco da sua história. Como se interessou pelo movimento sindical?

Sou metalúrgico já vão fazer 17 anos e vejo as batalhas feitas pelo Sindicato assim como vejo muita coisa que acontece no chão de fábrica… E isso me instigou muito a ajudar os colegas trabalhadores, comecei integrando a CIPA e depois, logo convidado para participar da direção do Sindicato.

Você está iniciando seu primeiro mandato, qual a expectativa?

Sim, é meu primeiro mandato. Diria que a força de um sindicato é feita pela união, pois somos a base dos trabalhadores em prol da luta pelos nossos objetivos.

O que você diria para um trabalhador entrar para o movimento sindical?

Diria que ele faz a diferença. Que juntos somos mais fortes, capazes e temos que valorizar toda a nossa categoria, só assim vamos obter êxito em nossos objetivos.

Você acha que falta consciência de classe para os trabalhadores?

Acredito que sempre uma desigualdade e que falta consciência sim, pela parte do empregador.

Na tua opinião, qual a importância dos sindicatos na vida dos trabalhadores?

O sindicato tem a importância de mostrar ao trabalhador o quanto ele é fundamental na empresa que está, o quanto ele tem valor. Além disso, buscando pela igualdade em tudo.

Qual a tua avaliação dos ataques que a classe trabalhadora tem sofrido desde o golpe de 2016. Como as reformas trabalhistas e da previdência?

O que digo é que muitos dos trabalhadores sofreram um golpe com os direitos retirados. E hoje para quem trabalhou a vida toda e esperava uma aposentadoria, vai ter que trabalhar mais ainda.

O movimento sindical, como um todo, está muito desacreditado. Como reverter isso?

Os sindicatos perderam força pela política que estamos vivendo hoje. Nós, sindicalistas, temos que dar maior apoio aos trabalhadores, lutar cada vez mais por direitos e igualdade como um todo.

Na tua opinião, qual o principal desafio do movimento sindical no próximo período?

Nosso principal desafio é que se o governo que está se mantiver, vamos ter poucos recursos para lutar pela classe trabalhista e nossos direitos serão ainda mais arrancados.

E da indústria? Como gerar empregos?

O desafio das indústrias são as altas taxas e impostos, tem que haver uma flexibilidade nisso para gerar mais empregos.

Como atrair mais sócios para o sindicato?

Sempre buscar clareza, esclarecendo e mantendo informado os trabalhadores por seus direitos pela igualdade e a força que temos que poucos sabem com essa comunicação vamos ter mais sócios.

Fonte: STIMMMESL

Imagens: Israel Bento Gonçalves (STIMMMESL)

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