Conjuntura Política é tema da primeira mesa oficial do 11º Congresso da CNM/CUT

Dando continuidade aos trabalhos do 11º Congresso Nacional dos Metalúrgicos e Metalúrgicas da CNM/CUT, a quarta-feira (10) começou com o debate da mesa “Conjuntura” que contou com Christiane dos Santos, Secretária de Administração e Finanças do Sindicato de Pouso Alegre/MG; Wanderlei Monteiro, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Joinville e Coordenador do Departamento da CNM/CUT-SC; e o professor Rogério Arantes, Doutor do Departamento de Ciências Políticas da USP.

Christiane dos Santos declarou que a mesa “Conjuntura” é muito importante para a unidade de ação na reconstrução do Brasil. “Durante os quatro anos do desgoverno passado, tivemos muitos retrocessos nos programas sociais que prejudicaram o povo brasileiro, principalmente com a desvalorização da classe trabalhadora. E entender essa conjuntura para a retomada de tudo que perdemos, é essencial para a construção de ações do movimento sindical”, disse.

Rogério Arantes falou que o Brasil passou por uma transformação política e social muito profunda com protestos e reivindicações nos últimos anos. “Nasceu a ocupação das ruas com o movimento de esquerda e direita, um momento decisivo para a história política do Brasil”.

Ele destacou os desafios do país para o governo e a classe trabalhadora. Para o professor, o Governo Federal tem dois grandes desafios: um deles é a discussão da Reforma Tributária e o outro, o Banco Central com o aumento da taxa selic que impede o crescimento econômico. Arantes também acredita que a reestruturação do cenário internacional do Brasil, pode ser um problema, apesar das ações positivas do governo, pois não depende só do governo brasileiro esse bom relacionamento.

Já quanto aos desafios dos Trabalhadores, o professor do Departamento de Ciências Políticas da USP, afirma que a defesa da democracia deve ser a bandeira fundamental dos trabalhadores.  “A luta deve ser internacionalizada em prol da democracia para que se possa combater as fake news”.

RAFAELA AMARAL / STIMMMECRafaela Amaral / STIMMEC

O acadêmico conclui que a retomada da capacidade de organização para combates e a defesa da democracia, principalmente a internacionalizada, são grandes desafios para pensar na luta dos próximos anos.

O mediador da mesa, Wanderley Monteiro, parabenizou a nova direção eleita da CNM/CUT e desejou boa sorte, sabedoria e muita resistência para as companheiras e companheiros. Também abordou a importância de retomar o que foi tirado do povo brasileiro nestes quatro anos do governo passado. “Aos poucos estamos retomando o que é nosso por direito na reconstrução do Brasil junto com o presidente Lula”, afirmou.

Saudação de sindicalistas do México e Portugal 

Paulo Marinaro, do Solidarity Center México, foi convidado pela mesa a dar boas vindas aos participantes, e agradeceu a oportunidade de participar do congresso que tem uma forte tradição na relação global de trabalho. “Precisamos fortalecer as empresas públicas e uma reorganização sindical mais ampla para restabelecer a soberania e atender de forma digna nossa população e a todos os trabalhadores e trabalhadoras”, destacou.

Marinaro também afirmou que a solidariedade não deve ser só um discurso. Ela tem que ser responsabilidade de todos. Ele também afirmou que a classe trabalhadora vive outro momento. “Sabemos que a classe trabalhadora brasileira tem uma tradicional história de luta com o presidente Lula e, a partir de agora, sabemos que a classe trabalhadora será valorizada e o Brasil um exemplo para todos nós, pela bagagem que carrega no movimento sindical”.

Miguel Angelo, do FIEQMETAL de Portugal disse que é com muita honra e satisfação participar deste congresso no país irmão, o Brasil. “As manifestações do 1º de maio, vistas em todo Brasil, mostram a potência do país na luta pela classe trabalhadora”.

Emocionado, o dirigente afirmou o quanto foi importante a visita do presidente Lula em Portugal com a mensagem de paz, e principalmente, a afirmação do combate constante na luta contra o fascismo. “O presidente Lula entende a luta da classe trabalhadora e isso é fundamental para desenvolver políticas em prol de todo povo brasileiro e consequentemente, incentiva outros líderes de governo”, declara.

 

Fonte: CNM/CUT

Foto: Rafaela Amaral (STIMMMEC)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

17 − 15 =