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Metalúrgicos pressionam Senado para votar PEC do fim da escala 6×1 sem alterações

A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) saiu da reunião desta segunda-feira (6) com um recado claro ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre: pautar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6×1 sem qualquer alteração no texto aprovado pela Câmara dos Deputados. Dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de São Leopoldo e Região (STIMMMESL) acompanharam a agenda.

A definição ocorreu durante encontro que reuniu dirigentes sindicais de todo o país com a participação da líder do governo no Senado, a senadora Teresa Leitão. A estratégia agora é intensificar a mobilização nacional para garantir que a matéria seja votada antes do recesso parlamentar.

Durante a reunião, Teresa Leitão reafirmou que esta também é a posição do governo federal. “A orientação é trabalhar para que a PEC avance no Senado exatamente como foi aprovada pela Câmara, evitando alterações que obriguem a proposta a retornar aos deputados e atrasem uma demanda histórica da classe trabalhadora”, disse.

A avaliação compartilhada entre governo e movimento sindical é de que o principal desafio agora é convencer a presidência do Senado a pautar a matéria na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e garantir sua votação ainda neste semestre. Para isso, as entidades decidiram ampliar a pressão institucional e a mobilização social sobre os parlamentares.

“O texto já foi aprovado pela Câmara e tem o apoio da ampla maioria da população. Agora é hora de o Senado cumprir seu papel. Nossa mobilização será permanente para que a PEC seja votada antes do recesso e sem qualquer mudança. Não vamos aceitar retrocessos nem atrasos em uma pauta que representa mais qualidade de vida para milhões de trabalhadores”, afirmou o presidente da CNM/CUT, Loricardo de Oliveira.

Como parte dessa ofensiva, a CNM/CUT e as entidades filiadas vão intensificar as visitas aos senadores em seus estados, ampliar o uso da plataforma Na Pressão para estimular o envio de mensagens aos parlamentares, promover um Dia Nacional de Mobilização nas Redes Sociais e organizar atos, vigílias e outras ações de pressão nas próximas duas semanas.

Ariovaldo de Camargo, secretário de Finanças da CUT, reforçou a necessidade de ampliar a pressão popular sobre o Senado com um grande dia nacional de mobilização nas redes sociais e ações articuladas nos estados. “É fundamental demonstrar aos senadores que a PEC conta com amplo apoio da população e que o movimento sindical está unido para garantir a aprovação do texto sem alterações”, declarou.

A secretária de Comunicação da CUT, Maria Faria, defendeu o fortalecimento da estratégia de comunicação do movimento sindical para ampliar o diálogo com a sociedade e enfrentar a campanha de desinformação promovida por setores empresariais.

Segundo ela, é fundamental produzir conteúdo específico para cada categoria profissional, demonstrando, na prática, como a redução da jornada beneficia trabalhadores e empresas sem prejuízo à produção.

Maria também destacou que a plataforma Na Pressão tem apresentado resultados concretos, com senadores relatando o grande volume de mensagens recebidas, e propôs a realização de um grande dia nacional de mobilização nas redes sociais para ampliar ainda mais a pressão pela votação da PEC.

A pressão dos trabalhadores já está chegando aos senadores e agora precisamos transformar essa mobilização em força política para garantir a votação da PEC sem alterações.” afirmou Maria Faria.

 

Fonte: CNM/CUT

Foto: Reprodução

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