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Semana do STIMMMESL foi marcada por fortes mobilizações

O Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de São Leopoldo e Região (STIMMMESL) intensificou a mobilização da campanha salarial 2026/2027 nesta semana. Hoje (31), foram realizadas assembleias simultâneas, na Gedore e na Dalleaço. Na quinta-feira (30), o Sindicato voltou à HT Micron (pois na última semana, a forte chuva impediu a assembleia) e na segunda (27), a mobilização foi em Campo Bom, na Reginato Metais.

 

 

O presidente do Sindicato, Genilso Vargas da Rosa enfatizou que os trabalhadores da base estão dando o recado para a entidade patronal. “Tem fábricas que nem faixa precisamos colocar. Pois os trabalhadores estão com o Sindicato, mobilizados”, contou.

Ele afirmou que é esse apoio que faz a diferença na mesa de negociação, pois todo ano, os patrões acham uma crise para não dar reajuste e valorizar os trabalhadores, que tornam as empresas grandes. “E não temos que debater a inflação, que apenas repõe o que já perdemos, temos que brigar por aumento real. Pois para muitos trabalhadores, o único reajuste é na campanha salarial”, declarou Genilso.

 

 

A data-base é 1º de julho e até agora, as reuniões de negociação não apresentaram avanços. “Caso continue assim, vamos intensificar ainda mais nossa mobilização, não faremos apenas assembleias, mas atraso de pegada e paralisações”, garantiu ele.

O reajuste reivindicado é de 6,33%. O percentual é composto pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do período, de 4,33%, acrescido de 2% de aumento real. A pauta de reivindicações foi definida e aprovada em assembleia geral no dia 25 de junho.

 

 

Pautas específicas

Quando há necessidade, nas atividades em porta de fábrica, os dirigentes também abordam questões específicas e problemas enfrentados pelos trabalhadores, que chegam através de denúncias ao Sindicato.

 

 

Na Gedore, os dirigentes destacaram os casos de assédios moral, falta de um plano de carreira, tratamento diferente entre os trabalhadores, e problemas com o convênio de saúde. A Participação nos Lucros e Resultados (PLR) foi pautada na HT Micron, pois a empresa paga um valor irrisório aos trabalhadores, que tem gerado inúmeras reclamações. Na Reginato, foi alertado sobre o banco de horas e que a empresa não pode descontar algo em relação a isso, pois é ilegal.

 

   

 

 

Fonte: STIMMMESL

Fotos: Laura Mayer (STIMMMESL) e Divulgação

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