Assembleia digital de reparação de veículos aprova pauta para negociação com a patronal

Categoria quer reajuste real de 10%, vale-alimentação, PLR 
  e fiscalização para cumprimento de protocolos de saúde contra covid-19

Em Assembleia digital realizada na noite da última quinta-feira (25), pelo aplicativo Zoom, profissionais do ramo de reparação de veículos aprovaram pauta para negociação com as entidades patronais relativa ao período de 2021 a 2022.

A categoria aprovou por unanimidade o reajuste salarial relativo ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acrescido de 10% de aumento real, além de instituir o vale-alimentação como forma de compensação pelas perda inflacionárias do período. Dessa forma, foi dada a autorização para o início das negociações de convenção coletiva com empresas e entidades patronais do setor de reparação de veículos.

“Como forma de compensar a disparidade entre a inflação oficial e o custo real de vida, as empresas – mesmo as que possuam refeitórios e provejam alimentação durante a jornada de trabalho – fornecerão um vale-alimentação mensal a seus empregados no valor de R$ 250,00. As empresas, se quiserem, poderão obter a devida dedução do Imposto de Renda através do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT)”, diz um dos trechos do documento lido pelo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Leopoldo e Região, Valmir Lodi.

“A reivindicação do benefício é justa porque o aumento do custo de vida sempre resulta na diminuição da renda das famílias, crescimento do desemprego e subemprego, sem falar na variação acima da inflação de itens relacionados à transporte, educação e habitação”, avaliou Lodi durante o encontro.

Enfrentamento da Pandemia

O texto da convenção coletiva também mostra preocupação em relação à situação dos trabalhadores diante da pandemia. Com sua aprovação, ficou estipulado que, considerando a intensificação da crise sanitária do covid-19, os dirigentes sindicais poderão visitar as empresas, acompanhadas da CIPA ou não, para acompanhar o cumprimento dos procolos de segurança e higienização recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e presentes na portaria 283 da Secretaria Estadual de Saúde (SES).

“Os trabalhadores precisam usar máscara e álcool gel no ambiente de trabalho, este é o mínimo de segurança que deve ser proporcionado pelo empregador aos funcionários”, destacou Lodi.

O acordo coletivo da categoria ainda aprovou a inclusão de representação sindical para profissionais temporários, o estimulo à participação de lucros e resultados das empresas, ajuda de custos para estudantes, mediante apresentação de atestado de matrícula e de frequência, e desconto de taxa negocial para todos os trabalhadores representados pela convenção.

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