TAXA DE DESEMPREGO PERMANECE ESTÁVEL

 A taxa de desemprego total permaneceu estável em 10,8%. Segundo suas componentes, também não variaram as taxas de desemprego aberto (8,4%) e oculto (2,5%). A taxa de participação manteve-se em relativa estabilidade (de 60,2% para 60,1%) no período em análise.



    Em abril, o nível de ocupação não variou. A estabilidade dos postos de trabalho e da População Economicamente Ativa – PEA praticamente não alteraram o contingente de desempregados (0,2%, ou mais 5 mil pessoas). O total de ocupados, nas sete regiões investigadas, foi estimado em 19.959 mil pessoas e a PEA, em 22.387 mil.



    A taxa de desemprego total reduziu-se em Belo Horizonte e Recife e permaneceu relativamente estável nas demais regiões onde a pesquisa é realizada.



    O nível de ocupação diminuiu em Salvador (-0,8%), oscilou positivamente no Distrito Federal (0,4%) e manteve-se relativamente estável nas demais regiões: Belo Horizonte (0,3%); Fortaleza (0,2%); Porto Alegre (-0,1%); Recife (0,3%); e São Paulo (-0,2%).



    Segundo setor de atividade econômica, no conjunto das regiões, o nível ocupacional diminuiu nos Serviços (-70 mil postos de trabalho, ou -0,6%), permaneceu em relativa estabilidade na Indústria (-7 mil, ou -0,2%) e no Comércio (3 mil, ou 0,1%) e aumentou no agregado Outros Setores (mais 54 mil postos de trabalho, ou 3,6%) e na Construção Civil (11 mil, ou 0,8%).



    Segundo posição na ocupação, o número de assalariados pouco variou (-0,2%) em abril. No setor privado, elevou-se o contingente de empregados com carteira de trabalho assinada (0,7%) e reduziu–se o sem carteira (-4,1%). Aumentou o número de empregados domésticos (1,3%), manteve-se relativamente estável o de autônomos (0,3%) e diminuiu o dos classificados nas demais posições ocupacionais (-0,8%).



    Em março de 2012, no conjunto das regiões pesquisadas, oscilaram negativamente os rendimentos médios reais de ocupados (-0,5%) e assalariados (-0,3%). Seus valores monetários passaram a equivaler a R$ 1.458 e R$ 1.518, respectivamente.



    O rendimento médio real dos ocupados diminuiu em Belo Horizonte (-2,4%, passando a valer R$ 1.410), Salvador (-1,3%, R$ 1.021), Recife (-1,1%, R$ 1.067) e São Paulo (-1,1%, R$ 1.573) e aumentou em Porto Alegre (2,8%, R$ 1.484), Distrito Federal (1,4%, R$ 2.294) e, em menor proporção, em Fortaleza (0,4%, R$ 997).



    No conjunto das regiões pesquisadas, a massa de rendimentos dos ocupados reduziu-se 0,9% (Gráfico 1) e a dos assalariados praticamente não variou (-0,1%). Tal resultado deveu- -se, no primeiro caso, a variações negativas do rendimento médio e do nível de ocupação e, no dos assalariados, à relativa estabilidade do nível de emprego e do salário médio.

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