Mortalidade materna no Brasil tem queda recorde de 21% em um ano

Esta é a primeira vez em que se alcança resultado tão expressivo. De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nos últimos dez anos, a tendência de redução ficava entre 5% e 7%.

Apenas no ano passado foram registrados 1.038 óbitos por complicações na gravidez e no parto, também em um período de nove meses. Em 2010, o número chegou a 1.317.

A melhora é atribuída a expansão da qualidade do pré-natal e, segundo o governo, a meta e a tendência é de que os próximos levantamentos indiquem quedas também na casa dos 20%.

"Chegamos, pela primeira vez, a marca de 1,7 milhão de mulheres a fazer pelo menos sete consultas no pré-natal", destacou Padilha.

PROBLEMAS

Pesquisa do Ministério da Saúde também apontou que será preciso percorrer longo caminho antes que a rede pública consiga aumentar a satisfação dos usuários com os serviços.

Um estudo concluído no início do ano passado, mas divulgado apenas hoje pelo governo, aponta que uma mulher a cada quatro diz ter sofrido maus-tratos, negligência ou algum tipo de violência institucional no momento do atendimento.

Para tentar frear esses abusos, o governo adotou a medida de telefonar para cada uma das mães, pouco tempo após o parto, para avaliar o serviço médico-hospitalar.

No entanto, a medida já enfrenta alguns entraves, como a dificuldade de localizar essas mulheres, que muitas vezes aparecem com números de telefone equivocados nas fichas de cadastro.

De um total de 75 mil que foram procuradas pelo Ministério da Saúde, apenas 25 mil puderam ser localizadas e 9.000 aceitaram responder todas as perguntas da avaliação de atendimento.

Fonte: Folha Online

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