CNM/CUT debate importância das Relações Internacionais para defesa de direitos

Solidariedade internacional e estratégia conjunta global são fundamentais para luta em defesa dos direitos e no enfrentamento ao capital. A afirmação foi unânime entre os mais de 80 representantes da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) e de suas entidades filiadas que participaram da 4ª Pré-plenária “A importância das Relações Internacionais para a CNM/CUT”, no último dia 26, pela plataforma Zoom.

O Secretário-Geral da Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas (CSA), Rafael Freire, a Secretária de Relações Internacionais do Sindicato Nacional dos Metalúrgicos da África do Sul, National Union of Metalworkers of South Africa, (NUMSA), Christine Olivier e a Assessora e Secretária de Relações Internacionais do IGMetal, Angélica Jimenez Rom foram os convidados especiais do encontro.

A atividade teve início com falas dos participantes e das participantes obre suas experiências articuladas a nível internacional. Em seguida, o debate foi sobre a importância das relações internacionais para a luta da classe trabalhadora.

Para o Secretário de Relações Internacionais da CNM/CUT, Maicon Michel, nesse momento especifico que a classe trabalhadora mundial passa é importante que as lutas internacional e a nacional estejam cada vez mais alinhadas.

A Secretária da Mulher Trabalhadora da CNM/CUT, Marli Melo, disse que esse é mais um compromisso que a Confederação trava com as lutas que impactam toda a classe trabalhadora no Brasil e no mundo.

“Diante dos desmontes que acometem não só no Brasil, mas num movimento internacional de retrocesso, é importante manter a prática da solidariedade e as estratégias de organização conjunta para derrotar governos e empresas que querem tirar nossos direitos sociais e trabalhistas”, afirmou a dirigente.

A Coordenadora do Segmento Automotivo da CNM/CUT, Cris Neves, ressaltou a importância de uma atividade como essa, de intercâmbio internacional, em especial nesse momento de trabalho cada vez mais precário, da pandemia e da retirada de empregos pela transição das multinacionais.

“Assim como na África, estão usando a pandemia para precarizar os direitos dos trabalhadores. No Brasil isso também está acontecendo de forma muito semelhante. Na Alemanha temos as transformações da matriz energética, da produção e impactos nas ocupações e também observamos isso no Brasil. Precisamos nos organizar globalmente!”

 

Momento Ouvindo a Plenária

Coordenado pelo Secretário- Geral da CNM/CUT, Loricardo Oliveira, o Ouvindo a Plenária foi o momento que todos e todas participaram para falar sobre a importância deste movimento internacional.

Rodolfo de Ramos, do Departamento Santa Catarina, disse que é importante continuar estreitando relações para que juntos possamos fazer o enfrentamento ao capital e às políticas neoliberais.

Marco Antônio, da Federação Minas Gerais, lembrou que a escola 7 de outubro é um exemplo de solidariedade internacional, nos cursos e congressos que foram feitos de forma solidária.

“Já tivemos a oportunidade de estar na África e pudemos ser solidários com os países além de uma participação não só financeira, mas também política”, disse.

O atual presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT (FEM-CUT), Erick Silva, contou que a relação internacional da entidade se dá através dos diretores que são representantes em multinacionais e nos fóruns de debate internacional.

“A relação internacional da FEM/SP se dá através desses diretores e este debate internacional colabora para um contexto de trabalho decente”, ressalta.

 

Unidade garante vitória

O Secretário-Geral da Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas (CSA), Rafael Freire, desafia a categoria, dizendo que para se ter de volta a força política que o movimento sindical precisa para defender a classe trabalhadora é preciso união.

“Temos de praticar o internacionalismo de construção, não podemos ficar só na reação. Temos de começar pelos mais fortes e os metalúrgicos são um dos mais fortes. Temos de começar com vocês!”

 

Diferença em cada país e as eleições

Para Christine Olivier, os acordos Marco Globais melhoram as relações de trabalho e citou o caso da BMW como exemplo de falta de articulação global. Segundo ela, na Alemanha, a empresa oferece ótimas condições de trabalho, mas quando leva a marca para outros países adota outras condições.

“Nós poderíamos ter uma campanha que denuncie isso, por que essa diferença de tratamento? É preciso melhorar os acordos globais e lutar contra a desigualdade de tratamento das multinacionais com os países que se instalam”.

 

A importância das relações internacionais para a luta da classe trabalhadora

O presidente da CNM/CUT, Paulo Cayres, o Paulão, mediou a segunda mesa, e disse que as relações internacionais são fundamentais para o movimento sindical na luta por direitos.

A Angélica Rom contou que na Alemanha tem sindicatos que podem levar as empresas aos tribunais e em termos globais não tem.

“Elas dizem que respeitam os marcos legais nos outros países e usam argumentos aleatórios para demitirem trabalhadores que organizam resistências. O que podemos fazer é uma coordenação conjunta para que possamos exigir medidas contra violações de direitos”, destacou.

*Veja o relatório completo da 4ª Pré-plenária da CNM/CUT

 

Fonte: CNM/CUT

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