CUT-RS e centrais organizam ato unificado de 1º de Maio em Porto Alegre

A CUT-RS e centrais sindicais do Rio Grande do Sul organizam ato unificado para a próxima segunda-feira, 1º de Maio, das 14h às 18h, com shows culturais, na Praça da Usina do Gasômetro, em Porto Alegre.

Haverá participação das Femenejas (um grupo de mulheres que canta sertanejo), o rap de Dekilograma, o rock de Alquimia Voodoo, o samba do Areal do Futuro e a banda do Sindicato dos Músicos do RS, bem como uma esquete teatral dos Artistas pela Democracia.

Também serão promovidas manifestações no interior gaúcho, como em Caxias do Sul, Santa Maria, Pelotas, Rio Grande, Passo Fundo e Tramandaí. Os locais e horários estão sendo definidos.

“Vamos celebrar o dia internacional de luta dos trabalhadores e das trabalhadoras, erguendo bem alto as nossas bandeiras de luta por trabalho decente, pela redução dos juros extorsivos, em defesa dos salários e dos direitos, pela valorização do salário mínimo e a revogação do Novo Ensino Médio e por democracia”, destaca o presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci.

Reduzir os juros extorsivos

Ele destaca que a mobilização acontece às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que ocorre nos dias 2 e 3 de maio. A atual taxa básica de juros (Selic) é de 13,75% por ano. Um absurdo!

“O Brasil tem os juros mais altos do mundo. Isso impacta e piora a vida de quem trabalha”, alerta. “O custo do dinheiro fica mais caro, as dívidas ficam impagáveis, o desemprego aumenta e as empresas não investem para produzir mais”, explica. “Só quem ganha é o mercado financeiro e os especuladores.”

Segundo Amarildo, “é hora de reconstruir o Brasil com os trabalhadores e as trabalhadoras. Para isso, é fundamental a redução das taxas de juros, a fim de aquecer a economia, gerar empregos de qualidade e aumentar a renda da classe trabalhadora”.

Amarildo no iFood
Amarildo Cenci, presidente da CUT-RS. Foto: Carolina Lima / CUT-RS

Trabalho decente

O dirigente da CUT-RS lembra que, para aprovar as reformas trabalhista e da Previdência, após o golpe que derrubou a presidenta Dilma Rousseff (PT), as elites prometeram “modernizar” as regras para gerar milhões de empregos. “Foi tudo mentira com a conivência dos grandes veículos de mídia”, salienta.

“O que se viu foi a retirada de direitos dos trabalhadores, precarização dos empregos, aumento da terceirização e dificuldades para se aposentar, dentre outros retrocessos”, aponta.

Amarildo destaca que a posse do presidente Lula (PT) já começou a trazer resultados positivos para a vida dos trabalhadores. “Mudou o governo, apertou a fiscalização, as pessoas se encorajaram para denunciar e começaram a aparecer novos casos de trabalhadores resgatados em condições análogas à escravidão, como em Bento Gonçalves, Uruguaiana e Nova Petrópolis”, ressalta.

A tabela do imposto de renda começou a ser corrigida, melhorando a renda do trabalhador e da trabalhadora. “Quando Lula assumiu, a isenção era para quem recebia até R$ 1.903 e já foi reajustada para R$ 2.640, preservando a renda para quem ganha até dois salários mínimos. Melhorou, mas precisa seguir avançando até R$ 5 mil, como Lula prometeu na campanha”, enfatiza Amarildo.

“O caminho”, para o presidente da CUT-RS, “é a organização, a luta e a mobilização da classe trabalhadora, pressionando não só os governos federal, estadual e municipais, mas também os senadores, deputados e vereadores, para que haja trabalho decente e sejam respeitados e valorizados os nossos direitos e conquistas”.

 

Fonte: CUT-RS

Foto: Divulgação

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