Ministério da Indústria quer aperfeiçoar medidas de inclusão de mulheres no setor

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) promoveu na última quinta-feira (25) em Brasília, a “Mesa de Debates – Mulheres nas Políticas Públicas”, reunindo representantes dos setores públicos, privado, terceiro setor e organismos internacionais para discutir questões cruciais às mulheres que possam ser incluídas na agenda do ministério.

A mesa de debates é um espaço constituído para propor medidas no sentido de assegurar que as políticas de desenvolvimento promovidas pelo MDIC atendam critérios de equidade, diversidade e inclusão.

Segundo e economista da subseção Dieese na CNM/CUT, Renata Filgueiras, que esteve no encontro, a iniciativa tem o objetivo de compreender melhor como está a inserção e a permanência das mulheres na indústria, além de verificar a participação de mulheres em cargos de liderança nos setores públicos, privados e no terceiro setor.

GABRIEL LEMES/MDICGabriel Lemes/MDIC
Renata Filgueiras, economista da subseção do Dieese da CNM/CUT, durante reunião no MDIC

Neste primeiro encontro, o foco foi ouvir as impressões das participantes, a partir de suas posições nas entidades em que atuam, e estabelecer um cronograma de reuniões para assegurar as medidas de inclusão propostas pelo MDIC.

“Minha contribuição foi no sentido de abordar a enorme desigualdade salarial que as mulheres enfrentam no mercado de trabalho, com ênfase na indústria, e também para as metalúrgicas. Abordei as pesquisas realizadas pelo DIEESE sobre a inserção e permanência das mulheres no mercado de trabalho e destaquei a urgência em estabelecermos metas para garantir melhores condições dessa inserção, a exemplo do PL que trata da igualdade salarial entre homens e mulheres, aprovado recentemente no Congresso, mas que ainda necessita de aprovação no Senado”, afirmou a economista do Dieese.

Renata destacou que, mesmo com as medidas para mulheres anunciadas recentemente pelo governo federal, ainda existem pontos que precisam ser atendidos para melhor inclusão delas na indústria e em outras áreas. “São necessárias outras medidas como maior acesso à creche, através de mais vagas e por maior tempo, ampliação da licença maternidade e paternidade, por exemplo, e combate ao assédio no local de trabalho”, enumerou.

Estiveram presentes na mesa de debates, além das dirigentes do Ministério da Indústria,  representantes dos ministérios dos Direitos Humanos e Cidadania (MDHC) e das Mulheres; Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento da Presidência da República; da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (ANPEI); da Escola Nacional de Administração Pública (ENAP); da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI); Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE); da Confederação Nacional da Indústria (CNI); Câmara dos Deputados; ApexBrasil; P&D; CNH Indústria Brasil; Vale S.A. Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul e Região (SIMECS); HT Micron; Natura & CO; BMW Brasil e Fundação Dom Cabral.

 

Fonte: CNM/CUT

Foto: GABRIEL LEMES/MDIC

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