Metalúrgicas de todo o estado debatem a situação das mulheres trabalhadoras em seminário da FTM-RS

Dezenas de mulheres metalúrgicas de todas as regiões do estado participaram do seminário da Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do RS (FTM-RS) na manhã desta sexta-feira (18). A atividade dá continuidade a uma série de plenárias sobre o planejamento estratégico da entidade.

Militante do MTD, Lurdes Santin, falou sobre a concepção do feminismo ao longo dos anos e a importância da luta das mulheres nos sindicatos. Ela explicou que o feminismo busca construir igualdade e equidade entre os gêneros. Já o machismo, coloca o homem em posição de superioridade em relação à mulher.

Lurdes esclareceu que é o femismo prega a superioridade das mulheres em relação aos homens. “Muitos quando criticam o feminismo estão se referindo ao femismo. E esse conceito sim, é o oposto de machismo, pois oprime os homens. E nós não queremos isso”.

As metalúrgicas compartilharam suas experiências e dificuldades enfrentadas dentro dos locais de trabalho e nos espaços que ocupam dentro das entidades sindicais. “Não basta ocuparmos os espaços, precisamos discutir e criar políticas para desenvolvermos nestes espaços. Há quem pense que ter mulheres nas direções resolve o problema, mas não. As dirigentes precisam ter condições de trabalhar, não só para as mulheres, mas toda a categoria e pelo sindicato”.

A feminista enumerou várias pautas de interesse das mulheres como a igualdade salarial, a superação da divisão sexual do trabalho, o fim da opressão de gênero, a volta das trabalhadoras da licença maternidade, o acesso à creche, entre outros. “Por exemplo, os uniformes que homens e mulheres usam no trabalham são lavados em casa e na grande maioria das vezes, por mulheres. Isso é uma pauta apenas nossa? Não, de todos, porque os uniformes dos trabalhadores tem que serem lavados pela empresa”, disse ela.

Lurdes ressaltou que 34,5% da população urbana vive em locais precários e na maioria desses lares quem está a frente são mulheres negras. “O feminismo é urgente no Brasil. E engloba todas essas lutas, pois quando uma mulher avança, ninguém regride”, finalizou.

Após, os dirigentes da FTM-RS, encaminharam questões referente ao planejamento, como o cronograma das reuniões sobre a PLR, que acontece semana que vem. De acordo com os diretores, a sequência de plenárias que a entidade vem fazendo, busca melhorar a organicidade e representatividade da Federação.

Fonte: FTM-RS

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