À TVT News, Loricardo cobra pressionar Senado pela redução da jornada e fim da 6×1
A mobilização pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial e pelo fim da escala 6×1 entra em uma nova etapa nas próximas semanas. Em entrevista ao TVT News Primeira Edição, o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), Loricardo de Oliveira, afirmou que sindicatos e movimentos sociais de diversas categorias estão ampliando a pressão sobre o Senado Federal para garantir o avanço da proposta.
Segundo ele, a expectativa é transformar a pauta em uma das principais bandeiras da classe trabalhadora no atual cenário político.
Loricardo informou que lideranças sindicais estarão em Brasília para dialogar diretamente com senadores e representantes das bancadas partidárias. O objetivo é cobrar a tramitação da proposta que reduz a jornada de trabalho sem redução de trabalho e extingue a escala 6×1.
Além das reuniões, os dirigentes sindicais devem entregar documentos e abaixo-assinados construídos ao longo dos últimos meses. “Nós vamos nos encontrar com os senadores e os seus líderes para dizer que não dá mais para esperar”, declarou o preisdente, ao defender que a votação ocorra antes do recesso parlamentar.
Pressão no Senado
Durante a entrevista, Loricardo demonstrou preocupação com a demora na tramitação da matéria no Senado. Na avaliação dele, a proposta aprovada na Câmara dos Deputados ainda não recebeu o mesmo tratamento dispensado a iniciativas apresentadas por setores que se opõem à redução da jornada.
Por isso, as entidades sindicais decidiram intensificar a mobilização nacional. O dirigente alertou que adiar a votação para depois do recesso pode comprometer o andamento do tema em razão do calendário político e eleitoral.
Como parte dessa estratégia, os trabalhadores lançaram uma Carta Nacional em defesa da redução da jornada sem redução salarial e do fim da escala 6×1. O documento também convoca uma semana nacional de mobilização entre os dias 22 e 27 de junho.
A programação prevê atividades em diferentes regiões do país, além de assembleias e debates nos locais de trabalho. Entre as metalúrgicas e metalúrgicos da CUT, o dia 24 de junho deverá concentrar ações nas portas de fábricas para ampliar o engajamento da categoria e reforçar o apoio à proposta.
Apoio e contraponto
Loricardo destacou ainda a importância do posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em defesa da pauta. Para ele, a manifestação pública do chefe do Executivo fortaleceu o debate e ampliou a visibilidade da reivindicação junto à sociedade.
“A posição do presidente Lula de sair em defesa dessa jornada de trabalho, da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1 foi estrategicamente importantíssima para nós”, afirmou. Segundo o dirigente, a mobilização popular continua sendo decisiva para a conquista de novos direitos.
O sindicalista também comentou a reação de setores empresariais contrários à proposta. De acordo com Loricardo, entidades representativas dos trabalhadores elaboraram uma carta em resposta aos argumentos apresentados pelo empresariado. “Eles esquecem que esse Brasil que acorda cedo é também o Brasil que trabalha”, afirmou.
O presidente da CNM/CUT sustentou que a discussão precisa levar em conta não apenas o tempo dedicado ao trabalho, mas também as horas gastas diariamente nos deslocamentos, especialmente nos grandes centros urbanos.
Conquista histórica
Para Loricardo, a redução da jornada representa uma conquista histórica para milhões de brasileiros. Ele argumentou que a medida poderá garantir mais qualidade de vida, ampliar o tempo de convivência familiar e reduzir o desgaste provocado pelas longas jornadas e pelos deslocamentos diários.
“Nós somos quem acorda cedo para trabalhar e quem chega tarde em casa do serviço”, disse. Segundo ele, a pauta transcende interesses de categorias específicas e beneficia toda a classe trabalhadora brasileira.
Por fim, Loricardo demonstrou confiança no resultado da mobilização nacional e afirmou acreditar que a pressão popular será determinante para a aprovação da proposta.
O dirigente reforçou que as trabalhadoras e os trabalhadores permanecerão organizados até que a matéria avance no Congresso Nacional. “A luta é a luta do povo brasileiro, uma conquista histórica”, encerrou.
Fonte: CNM/CUT
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