Taxa de desocupação entre as mulheres ainda é superior a dos homens

A taxa de desocupação entre mulheres fechou 2,1 pontos percentuais acima da verificada entre os homens, comportamento verificado nas cinco grandes regiões do Brasil, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). No 4º trimestre de 2014, a taxa de desocupação foi estimada em 5,6% para os homens e 7,7% para as mulheres.

Os dados da pesquisa mostraram que as mulheres continuavam sendo maioria entre as pessoas em idade de trabalhar. Segundo o IBGE, apesar das mulheres serem um contingente maior da população, a série histórica nunca reverteu essa tendência de maior desocupação entre elas.

No 4º trimestre de 2014, elas representavam 52,4% desta população. Todavia, entre as pessoas ocupadas, verificou-se a predominância de homens (57%). Este fato foi observado em todas as regiões, sobretudo na Norte, onde os homens representavam 61,1% dos trabalhadores no 4º trimestre de 2014.

Jovens

Entre os jovens de 18 a 24 anos, a taxa de desocupação foi de 14,1%, acima do estimado para a taxa média total. Este comportamento também foi verificado nas cinco grandes regiões, onde a taxa oscilou entre 8,4% no Sul e 17,4% no Nordeste. Já nos grupos de 25 a 39 e de 40 a 59 anos de idade, este indicador foi de 6,3% e 3,3%, respectivamente.

No quarto trimestre, as pessoas de 14 a 17 anos representavam 8,8% das pessoas em idade de trabalhar. Os jovens de 18 a 24 anos correspondiam a 13,5%, enquanto o grupo etário de 25 a 39 anos, 29,1%. A maior parcela era a daqueles do grupo de 40 a 59 anos (31,2%). Os considerados idosos pela Organização Mundial da Saúde para países em desenvolvimento, pessoas de 60 anos ou mais de idade, somavam 17,5%.

A taxa de desocupação para o contingente de pessoas com ensino médio incompleto (11,6%) era superior à verificada para os demais de níveis de instrução. Para o grupo de pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi estimada em 6,8%, o dobro da verificada para aqueles com nível superior completo (3,4%).

Entenda a PNAD Contínua

A PNAD Contínua é realizada por meio de uma amostra de domicílios, extraída de uma amostra mestra, de forma a garantir a representatividade dos resultados para os diversos níveis geográficos definidos. A cada trimestre, a pesquisa investiga 211.344 domicílios particulares permanentes em aproximadamente 16 mil setores censitários, distribuídos em cerca de 3,5 mil municípios. Ela contempla maior número de municípios, de setores censitários e de domicílios investigados em relação à PNAD, que, em 2012, pesquisou 147.203 domicílios em 9.116 setores censitários, distribuídos em 1,1 mil municípios brasileiros.

Segundo o IBGE, a pesquisa mais ampla e contínua "permite, portanto, um ganho considerável na precisão das estimativas, especialmente nas áreas rurais".

Fonte: Portal iG

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